Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

MEU MARFIM QUE SANGRA - 6

6.

A única coisa boa de estar trancada aqui é ter tempo e concentração pra escrever. Tenho escrito muito. Contos. Poemas. Piadas. Também posso desenhar e a empregada não deixa faltar cigarros. Ordem e progresso. Se meu pai descobre... coitada dela. Não é de todo mal ficar. Não implorarei pra poder sair. Não. Posso suportar. Metal pesado. Chove e eu gosto da chuva.

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

MEU MARFIM QUE SANGRA - 5

5.

AÍ... CAÍ.

A criança se foi
Com ela foram os sonhos
Hoje tudo dói.

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

MEU MARFIM QUE SANGRA - 4

4.

E difícil entender. Quando chegava em casa, a primeira coisa que ele fazia era passar o dedo sobre a madeira que unia as pernas de uma das cadeiras da sala de jantar, a cadeira na qual ele gostava de se sentar pra jantar. Se o dedo voltasse sujo, a expressão de seu rosto já mudava. Nasciam umas rugas entre as sobrancelhas, no canto dos olhos e havia algumas que cresciam do nariz até a boca. Olhava pra minha mãe. Não dizia nada. Minha mãe tentava se esconder, mas não havia pra onde ela fugir. Tinha que ficar lá esperando, se roendo, aguardando. Bem feito pra ela também, pra ela deixar de ser besta! Gostava que tudo na casa fosse branquinho... branquinho... Os móveis, os lençóis, as toalhas de banho, as toalhas de mesa, tudo, tudo, branco, branco. Primeiro tomava um banho... de duas horas... usava um sabonete por banho e ainda usa um sabonete por banho. Aí, quando saía do banho, ia fazer alongamento. Minha mãe continuava se escondendo dele. Coitada, ela tentava fugir, mas estava presa, feito um ramster. Só depois do alongamento é que ele voltava. Ia pra cozinha onde ela preparava o jantar. “Tem alguma coisa errada, Ana?” Perguntava. “Não, por que?” ela respondia. “Querida, você vê, você sabe o quanto eu trabalho. Dou um duro danado naquele consultório, naquele hospital. Suporto todos aqueles clientes. Faço de tudo, me viro e me reviro pra dar do bom e do melhor pra vocês. E o que é que eu ganho em troca? Desprezo! Relaxo! Sujeira! Assim eu não agüento, não é esta a família que eu sonhei pra mim. Não mesmo! O que é que você faz o dia inteiro? Por que é que não fiscaliza essa porra dessa empregada pra que ela limpe a casa direito, ou não limpa você mesma? Será que amanhã eu vou ter que ir pro consultório mais tarde pra falar eu mesmo com a empregada? Hein Ana? Será que vou ter que me atrasar com as consultas? Responde, porra!” “Não querido, pode deixar que amanhã eu falo com ela, desculpe.”
Depois dessa bronca, ele ia pra sala de musculação. Gostava de exercícios físicos. Chegava a fazer o tal do supino com cinqüenta quilos de cada lado. Depois dos exercícios, tomava outro banho de duas horas. Só depois do banho é que a minha mãe podia servir o jantar. Não comíamos muita carne vermelha. Comíamos sim peixe, ou frango, quase todos os dias. Grelhado. Eu gostava de carne vermelha, mas não podia comer, andava muito gorda, minha mãe também, não sei como conseguíamos engordar comendo aquelas coisas. Ele desmanchava todo o peixe, se encontrasse um espinho! Coitada da minha mãe! Era ela quem pagava o pato.
Um dia ele chegou mais cedo, era difícil mudar qualquer coisa em sua rotina, mas naquele dia mudou. Queria comer picanha. Grelhada. Mandou que minha mãe fosse comprar. Queria bifes com um centímetro de gordura. Nem mais, nem menos. Senti uma coisa ruim por dentro, não sei bem explicar, mas era como se eu pressentisse que algo terrível estivesse pra acontecer. Garoava. O tempo tinha um cheiro estranho, de mofo. A empregada já tinha ido embora. Estávamos só nós dois na casa. O mofo aumentava, crescia entre os azulejos. Quando os espíritos ruins vêm, sempre trazem esse cheiro. Fui pro meu quarto. Estava tentando me esconder. Eu vivia e vivo tentando me esconder nesta casa. Ouvia o barulho que vinha da sala de musculação. Barulho de ferros batendo, uma música estranha se misturando ao som da respiração forte, como que de animal. De repente a música parou. Ouvi chamarem meu nome. Coloquei o travesseiro sobre a cabeça, queria me esconder embaixo dele, do travesseiro. Chamaram novamente meu nome. Havia mais energia na voz. Não, não e não. Eu não queria sair dali. “ L. desce já aqui, agora, vamos!”. Gritou. Desci devagar as escadas. Parecia haver menos degraus nela, na escada. Cheguei à porta da sala de ginástica... ele fazia um exercício... as veias do seu rosto, dos seus músculos, estavam enormes, parecia que iam explodir, as veias... o suor encharcava tudo... ele fungava... como um porco... terminou o exercício. “Pega um pouco de suco na geladeira pra mim, estou muito quente”. Disse. Fui até a geladeira... não sabia bem porque, mas sentia vontade de chorar... apanhei o suco... era de morango... ele esperava sentado na mesa de supino. Entreguei o copo a ele. “Vem aqui, senta um pouquinho aqui perto do pai, vamos conversar”. Fui. Sentei ao lado dele. Abriu a boca: “Por que é que você tem medo do pai, filha? O pai só quer seu bem e se às vezes ele ralha com você é pro seu próprio bem, você sabe, não sabe?” Eu não sabia, mas respondi que sabia. Ele me abraçou. Estava sem jeito. Eu sentia nojo da respiração, dele, do suor. Fedia. “Você sabe que papai te ama filha, não sabe?”. Colocou-me no colo. Beijou meu rosto. Senti seu bafo quente. Sua saliva. Meu estômago começou a doer. Ele pôs a mão na minha cintura. Apertou minhas dobras. Disse que ia me mostrar uma coisa, que já estava na hora de eu saber, mas que não devia fazer com mais ninguém e nem devia contar pra ninguém, seria nosso segredo, disse e sorriu. Aí abaixou o short e me mostrou aquela coisa enorme. Mandou que eu pegasse. Meu estômago doía. O suor escorria pelo rosto dele. Minha mão não conseguiu fechar. Mandou que eu segurasse com as duas mãos e chacoalhasse. É fácil, dizia, pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo. Gemia, suava, como um porco. Pra cima e pra baixo, pra cima e pra baixo, mais rápido, mais rápido, pra cima e pra baixo. As veias explodindo no rosto, nos músculos, entre minhas mãos. Não demorou muito, soltou aquela coisa gosmenta, quente, na minha mão, nos braços, no pescoço. Assim que terminou, fechou a cara na hora, que mudança! Mandou-me tomar banho. Direito. Rápido. Não sentia mais vontade de chorar, apenas me doía o estômago. Uma sensação estranha, como se tivesse sido roubada. Naquela época, quando alguém me perguntava a idade, eu gostava de mostrar com as mãos, os cinco dedos de uma e mais um dedo da outra... Ralhavam comigo... Eu não era mais uma criancinha... Os anos contavam seis de mim... Este será nosso segredo. Sim. Gastei um sabonete inteiro no banho. Nem assim me sentia limpa, mas a sujeira não estava nos pés, ou no pescoço, ou atrás das orelhas. Não.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

MEU MARFIM QUE SANGRA - 3

2.

A menina entrou no bosque escuro e...

... nunca mais saiu.

3.


De repente a gente abre os olhos, as narinas, os ouvidos, os sentidos, enfim, e está no meio da merda, no cerne dela, da merda, como aliás sempre esteve. Eu poderia ficar aqui agora tentando enxergar o lado bom das coisas, como sempre fazem os mais otimistas. Mas estou cheia. Não quero mais brincar. Não tenho mais paciência pra ficar vendo flores no meio desta porcaria toda.
Às vezes sinto como se estes braços, estas pernas, estes olhos não fizessem parte de mim. Vou ao espelho e presto bem atenção em mim e me toco pra ter certeza de que me sou. Mas nem assim consigo ter certeza de que estou dentro dessa carne toda. É como se uma parte, pequena, de mim estivesse dentro do meu corpo e a outra parte, a grande, estivesse distante, longe, olhando essa parte que se observa em frente ao espelho. Levanto os braços, fecho as pálpebras, dou pequenos saltos, danço e nem assim chego a ter certeza de que me sou inteira. Sou quase uma desconhecida de mim mesma. Puxa vida! Pelo menos posso abrir a torneira a qualquer momento e pôr os braços, a cabeça embaixo da água corrente. Não resolve, mas alivia um pouco. Meu espírito esperneia, se é que o espírito tem pernas, por só poder ser através dessa carne suja, imunda.
No começo havia o som de piano e aquela voz grave que me dizia coisas e eu era criança. 2002? 2001? 2000? Não antes, muito antes disso. 1999? 1998? 1997? Ainda não, caranguejos marcham pra trás na areia da praia: um exército. 1996? 1995? 1994? Sim, agora, sim, acho que a primeira vez que a voz veio acompanhar o piano foi em 1994. Foi impossível ficar calada. Sim. Estou sentada num banco de concreto no meio do pátio da escola. É um dia frio, cinza. Sinto medo. Estou sozinha, todas as outras crianças já foram embora, estão em suas casas brincando de boneca, de casinha, nunca gostei de brincar de casinha, estão jogando bola, bolinha de gude, soltando pipa. Será que é tempo de pipa? E eu ainda estou aqui. É por causa da música na minha cabeça. Sim. Disse coisas horríveis à professora. Mas foi a voz, a música que me fez gritar as coisas. Sim. Além do mais eu a vi, de noite, dentro do meu sonho, a professora, ela mesma, num carro vermelho, fazendo coisas com um cara de bigodes pretos. Mas não foi de noite que a música veio e insistiu pra que eu dissesse as coisas que tinha visto. Foi agora, há pouco, que ela, a música, veio. E ela, a professora não a música, nunca gostou de mim. Tem nojo de mim, me acha parecida com uma lesma, quando a gente joga sal em cima. É por causa dessa minha pele amarela, branca, transparente: transparente, mas suja. É por causa dessa gordura gosmenta que se junta embaixo da minha pele amarela. Suja. A professora é tão bonita!Tão mulher! Posso vê-la agora, enquanto escrevo. É tão bonita! Mas em 1994, durante a aula, os sons na minha orelha, dentro da minha cabeça, me azucrinam. Música imperativa. Gritei no meio da sala de aula as coisas que a professora andava fazendo, no meu sonho, com o cara de bigodes, dentro do carro vermelho. Agora estou esperando minha mãe sair. Ela está lá dentro. Sim. Na sala da diretora, junto com a professora. Estão me fritando. Minha mãe é brava e branca. Ela também parece uma lesma. E no queixo dela tem uns fiapos grossos de barba que ela vive arrancando com a pinça de noite, mas que sempre voltam. Acho que vou apanhar. Sim. Uma bela surra. Quando ela sair lá de dentro vai me dar logo um baita de um beliscão no braço e dizer: “quando a gente chegar lá em casa você vai ver”. E aí, quando a gente chegar em casa, ela irá até o pé de manga que nunca deu uma manga sequer, só serve mesmo é pra fornecer os cipós com os quais ela me bate. Quando eu crescer vou arranjar um machado e arrancar esse pé de manga, bem perto da raiz e no toco que sobrar ainda vou colocar fogo. Sim. Mas por enquanto o pé de manga vai estar lá. Ela vai arrancar o cipó e me mandar ir tomar banho. Depois, quando eu estiver pelada no banheiro, ela vai bater na porta, mandando que eu a abra. “Espera um pouco mãe que eu tou pelada”. “Abre já está porta”. “Mas mãe é só um minuto”. “ AGORA!” Então eu abro a porta. Mal tenho tempo de destravar o trinco. Ela mete o pé com tudo na porta. Levanta o cipó e... vrrrrrrrruuuuuummm... Eu vou acabar deixando-a doente de tanto desgosto... Eu não valho mesmo nada... O que é que ela fez pra eu magoá-la tanto... vrrrrrrrrrruuuuuuummmmm... ela não sabe! Vvvvvvvvvrrrrrrrrrrrrrrrrruuuuuuuuummmmm... onde o cipó bate, logo cresce um vergão negro, feito uma lagarta... Ninguém merece uma filha assim... A filha de fulana é tão boa! A de cicrana então é ainda melhor! Só eu é que não presto. Eu, essa massa de carne flácida e branca. Pareço uma porca. Só sei fungar. Comer de boca aberta. Sim. Minha carne é flácida. Sou uma porca. Uma porca imensa. Sim. Pareço um verme gigante. Uma lesma. Uma coisa medonha! O que ela fez pra ter uma filha que nem eu, Jesus!?! Logo ela, uma serva tão fiel! No final, quando o couro tiver acabado, ela vai me mandar tomar um banho e ver se lavo bem os pés e as orelhas, eu, a porca. Sim. Vai acender um cigarro. Deve ter gozado a filha da puta. Está esgotada, cansada, fuma devagar, sorvendo bem a fumaça. As estátuas dos santos pela casa estão cobertas com panos roxos. Abro o chuveiro. “Isto é só o começo, quando o seu pai chegar é que você vai ver o que é bom”. Diz. Aí eu passo o resto do dia pensando na outra surra. O bom é que nessas horas a música na minha cabeça é bem calma. Ajuda a suportar um pouco. A tardinha chega o outro. O que o deixa passado é o meu silêncio. Quer que eu chore, que peça perdão, clemência, que me arrependa, que peide, sei lá. São iguais, os dois. A única diferença é que uma gosta da natureza, prefere os cipós, se não fosse tão burra acho até que faria parte do greenpeace. O outro gosta mais do cinto de couro, não está nem aí pra natureza.
Continuo sentada. Enfim ela sai da sala da diretora. Lá vem. Sim. Bufando com a carona vermelha. Fungando. A professora e a diretora vêm junto. Sinto vontade de correr. Entrar de vez pra dentro da minha cabeça grande e ficar lá, quieta... ouvindo a música.
Pararam na porta. Estão me olhando. Conversam e me olham. Sinto meu estômago virar, doer, embrulhar. Não agüento mais. Vou acabar vomitando em cima delas. Se pelo menos eu fosse invisível! O banco continua frio, mas eu suo muito. Despedem-se. A diretora sente pena de minha mãe. Ninguém merece uma filha como eu. Todos os alunos já sabiam escrever e eu mal copiava o meu próprio nome. Ficava o tempo todo contando aquelas histórias idiotas. Eu não valia mesmo a pena... às vezes queria morrer.
Lá vem. Primeiro o beliscão... A boca se abre no meio da cara branca e gorda... Os fiapos de barba sob o queixo... “Quando a gente chegar em casa você vai ver!” Quase vomito, mas prendo a respiração. Sim.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

MEU MARFIM QUE SANGRA - 2

O essencial do diário não é ser secreto. O essencial do diário é que se escreva nele todos os dias. Não sei se isto é ou será um diário e muito menos se será secreto. Memória? Também não. É que não gosto de datas e nem me importo com a ordem das coisas, não me preocupo mais. A única coisa importante é continuar lembrando, escrevendo. Sempre e sempre. Porque escrever é um jeito de estar só e, ao mesmo tempo, acompanhada. Porque escrever é vingança e perdão, é esvaziamento e mudança, é sangue e inutilidade, é um meio de ouvir Nirvana e Beethoven, mesmo sem estar ouvindo Beethoven e Nirvana. É um jeito de dançar. Agora não escrevo, DANÇO. Entre as linhas. Entre as letras. Quer dançar comigo? Não venha tão desarmado, não sou mais tão criança. Os relâmpagos em vez de me amedrontarem deixam-me arrepiada. Sinto-os dentro de mim. Dentro do couro. Atrás da pele. Como se eu os tivesse engolido e eles ficassem brincando dentro de mim. Não sou mais tão criança... mas, às vezes, me sinto tão triste e há noites em que o vento sopra tão forte e faz tanto barulho lá fora. (P A I) perdoa-me porque pequei. Estou com o braço marcado escondido pela blusa e a porta do quarto está trancada há dias (P A I) entretanto ainda não me sinto segura. (P A I) perdoa-os, eles também não sabem o que fazem. Acendo um cigarro e fico observando como a fumaça vai embora fácil pela janela, fico observando como ela, a fumaça, brinca entre meus dedos, feito os dias, feito os anos, feito as luzes dos carros lá fora, subindo pela rodovia. Tudo parece tão claro agora! (P A I). Evito olhar pra parede onde teu retrato atlético (P A I) me recrimina e me tortura, talvez por causa do cigarro, talvez por causa de tudo. Sigo o fumo e escrevo. Esta evanescença é o único caminho. Peço perdão sim, mas estou pronta para morrer a qualquer momento (P A I) eu queria amor assim... porque este tipo de amor que o senhor me tem não dá certo... Fica então como ontem eu escrevi...
FADO, FADO.

A dor é necessária.

Estou morta e dôo,
Mas caminho entre as flores
E colho as crianças que brotam nos cantos do caminho.
Com minhas mãos translúcidas.
Já é algo.
Fuga entre jazigos.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

MEU MARFIM QUE SANGRA - 1

NOTA DO EDITOR.

O presente relato nos caiu em mãos em meados do ano de 2003. Logo que o encontramos, encaminhamos cópia à polícia civil do Estado de São Paulo que tratava do caso naquele momento. Hoje, muito tempo após o crime, e até porque o mesmo continua sem solução, resolvemos publicar este obscuro texto, que acreditamos valer não só pela contundência de seu conteúdo, como também por sua farta riqueza simbólica e por lançar, quem sabe, luz sobre aspectos psicológicos desta estranha família brasileira. O texto que se segue é publicado na integra, do mesmo modo como nos chegou em mãos, não há nele qualquer corte ou acréscimo, exceto os nomes que foram omitidos ou modificados para preservar a identidade dos envolvidos. A separação em capítulos corresponde a um esquema de separação que havia no próprio manuscrito, alguns trechos estavam digitados em folhas à parte, mas dobrados e colocados em diversas partes do diário, procuramos inseri-los no corpo do texto da melhor maneira possível.

Sábado, 27 de Junho de 2009

MEU MARFIM QUE SANGRA

MANCHETES RETIRADAS DOS PRINCIPAIS JORNAIS DE SÃO PAULO NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2003.


“FAMÍLIA MORRE ENVENENADA APÓS COMER MOUSSE DE MORANGO, APENAS FILHA ESCAPA.”

“PARA POLÍCIA, ASSASSINO QUERIA MATAR TODA A FAMILIA E SUICIDAR-SE.”

“MÉDICO ENVENENADO ESTAVA ENVOLVIDO COM SEITA SATANICA.”

“POLICIA INVESTIGA E-MAILS DA FAMÍLIA ENVENENADA.”

“EXAME APONTA METAL PESADO NO CORPO DA JOVEM .”

“POLÍCIA QUER LAUDOS NO CASO DE FAMÍLIA ENVENENADA.”

“ HAVIA ARSÊNICO NO MOUSSE, AFIRMA O INVESTIGADOR.”

“FAMÍLIA ENVENENADA: SUSPEITA DE ABUSO SEXUAL.”

“MÉDICOS AFIRMAM QUE A ADOLESCENTE ESTAVA GRÁVIDA.”